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Domingo, 20 de Abril de 2008

Amor #

Hoje descubro o que realmente é sentir a falta… Sinto-a.
Sinto medo de olhar para a janela, sentir o frio do mármore do parapeito e pensar que o vento levou para sempre as nossas recordações; que a chuva não tarda muito vai encharcá-las, trará terra consigo e vai sujá-las, manchá-las e distorcê-las de uma maneira tão cruel que me fará querer rasgá-las enraivecida, guardá-las numa caixa e enterrá-las numa praia onde já tivéssemos estado.

Olharia o mar de frente, sentiria a tua paixão na rebeldia das ondas, na tortura da espuma no embate nas rochas e assim, possivelmente descalça de tudo esmagaria a areia, gelada certamente, e confiante dos meus passos carregaria a nossa caixa, os nossos momentos, os nossos retalhos, os nossos recortes, as nossas palavras e cavando um fosso com o que resta das nossas forças encheria as unhas de areia que vai cobrir os nossos instantes, as nossas certezas, o nosso tão frágil… amor.
Tenho a certeza que não perderia essa oportunidade para te escrever uma carta e lançá-la ao mar dentro da nossa 1ª garrafa de champanhe, ainda meio cheia, dentro do meu armário de ideias tuas e minhas.
Escreveria essa carta com a minha alma, nas profundezas do meu sentimento, no âmago de tudo o que me fazes parecer somente para te contar como cada dia ser ti tem sido doloroso, amargo e penoso para mim. Como de manhã desejo que os meus olhos estejam errados quando ao acordar as marcas do teu corpo não estão nos lençóis que compramos propositadamente para enroscarmos os nossos corpos e fazer-mos amor tão intensamente como se o mundo acabasse a cada 5 segundos; como é um massacre quando vou a casa de banho e a tua escova de dentes desapareceu do copo que tinha inscritos os nossos nomes, o teu apagou-se com o tempo e faz-me chorar… Ai como é difícil o telefone não tocar com chamadas tuas, as fotografias serem sempre as mesmas (tão melífluas e serenas, mas ao mesmo tempo tão duras de rever, e acredita que todos os dias, todas as noites as minhas lágrimas cobrem-nas como se fossem a única prova que tu exististe, que eu te amei e que tu, à tua maneira me amaste também).
E no desfecho no meu dia, quando me mergulho na água a ferver da banheira da casa-de-banho grande onde nos prolongávamos durante horas, a tua imagem assalta os meus olhos fechados e o teu sorriso ilumina a minha escuridão sem a tua presença, os teus olhos, ainda com o mesmo fulgor, tão intenso, volto a chorar por ti meu amor… Não controlo mais…
E quando já não aguento o calor do banho, saio nua pela pedra fria, abro as janelas e deixo que o teu espírito me envolva num vento gelado que estranhamente me reconforta como se fosse o teu próprio corpo a tocar ali o meu agora, de investidas suaves e amenas.
Amo-te, não me esqueças.
música: Dancing - Elisa

publicado por Leticia às 14:42
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